quinta-feira, 8 de novembro de 2012

BENTO XVI FAZ DUAS NOMEAÇÕES PARA DIOCESES DO BRASIL

Dom Jorge Alves Bezerra e Padre Eraldo Bispo da Silva
A Nunciatura Apostólica no Brasil comunica que o Papa Bento XVI, nomeou para a diocese vacante de Paracatu (MG), Dom Jorge Alves Bezerra, transferindo-o da sede episcopal de Jardim (MS), e o padre Eraldo Bispo da Silva como novo bispo da diocese de Patos (PB), também vacante.

Dom Jorge Bezerra

Dom Jorge Alves Bezerra nasceu no dia 23 de abril em 1955, em São João do Meriti (RJ). Cursou filosofia na Universidade Estadual do ceará e Teologia no Instituto Teológico São Paulo (ITESP).

Em Roma, fez sua especialização em teologia Moral na Academia Alfonianum. Ao ser nomeado, era Mestre dos Noviços para a América Latina dos Sacramentos.

O bispo exerceu diversas atividades antes do episcopado. Entre 1986 e 1996, foi pároco da paróquia “São Benedito”, na Arquidiocese de Fortaleza (CE); foi, também, vigário paroquial da Catedral da “Boa Viagem”, na arquidiocese de Belo Horizonte (MG), entre outras.

No campo acadêmico atuou lecionando Teologia Moral no Curso Seminarístico de Teologia. Seu lema é: “Totus dei” (todo de Deus).

Padre Eraldo da Silva

Padre Eraldo Bispo da Silva nasceu em 13 de agosto de 1966, em Monteiro (PB). Na diocese de Barreiras (BA) exerceu inúmeras atividades. Foi vigário paroquial de Santa Rita de Cássia (BA), em 1993, e administrador paroquial de São Desidério (BA), entre 1994 e 1999.

O padre, dentre outras funções, coordenou o Vicariato IV, (entre 1994 e 1996, e entre 2008 e 2009), também foi coordenador diocesano de Pastoral (entre 1997 e 1999, e entre 2003 e 2004).

O padre cursou Filosofia, no Seminário de Santa Cruz de Goiânia (GO); e cursou Teologia no IFITEG de Goiânia.

Entre 2001 e 2002, também cursou Metodologia da Formação Presbiteral e Religiosa para Formadores na UCSAL, em Salvador (BA), e, em 2002, foi diplomado em Direito Canônico no ITEPAL, em Bogotá, na Colômbia.

 
 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Catequese do Papa Bento XVI


CATEQUESE
Praça São Pedro
Quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Queridos irmãos e irmãs,

O caminho de reflexão que estamos fazendo juntos neste Ano da Fé nos leva a meditar hoje sobre um aspecto fascinante da experiência humana e cristã: o homem traz em si um desejo misterioso de Deus. De modo muito significativo, o Catecismo da Igreja Católica se abre com a seguinte consideração: “O desejo de Deus está inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus; e Deus não cessa de atrair para si o homem e somente em Deus o homem encontrará a verdade e a felicidade que busca sem parar” (n. 27).

Uma afirmação tal que também hoje, em muitos contextos culturais, parece bastante aceitável, quase óbvia, poderia parecer um pouco um desafio no âmbito da cultura ocidental secularizada. Muitos dos nossos contemporâneos poderiam afirmar que não sentem por nada um desejo de Deus. Para grande parte da sociedade Ele não é mais o esperado, o desejado, mas sim uma realidade que passa despercebida, diante da qual não se deve nem sequer fazer o esforço de pronunciar-se. Na realidade, aquilo que definimos como “desejo de Deus” não está de tudo desaparecido e parece (si affaccia) ainda hoje, de muitos modos, o coração do homem. O desejo humano tende sempre a determinados bens concretos, frequentemente desejando tudo menos o lado espiritual, e ainda se encontra diante da interrogação sobre o que seja de fato “o” bem, e também a confrontar-se com alguma coisa que é diferente de si mesmo, que o homem não pode construir, mas é chamado a reconhecer. O que pode de fato satisfazer o desejo humano?

Na minha primeira Encíclica, Deus caritas est, procurei analisar como tal dinamismo se realiza na experiência do amor humano, experiência que na nossa época é mais facilmente percebida como momento de êxtase, de saída de si, como lugar onde o homem sabe que é atravessado por um desejo que o supera. Através do amor, o homem e a mulher experimentam de modo novo, um com o outro, a grandeza e a beleza da vida e do real. Se isso que experimentam não é uma simples ilusão, se de fato quero o bem do outro como via também do meu bem, então devo estar disposto a descentralizar-me, a colocar-me ao seu serviço, até a renúncia a mim mesmo. A resposta à questão sobre o sentido da experiência do amor passa também por meio da purificação e da cura do querer, o que é necessário para o próprio bem que se quer ao outro. Precisamos praticar, treinar, também corrigir, para que aquele bem possa verdadeiramente ser desejado.

O êxtase inicial se traduz assim na peregrinação, “êxodo permanente do eu fechado em si mesmo para sua libertação na doação de si, e assim para o reencontro de si, e de fato para a descoberta de Deus” (Enc. Deus caritas est, 6). Através de tal caminho poderá progressivamente aprofundar-se para o homem a consciência daquele amor que tinha inicialmente experimentado. E andará sempre mais tecendo o mistério que isso representa: nem sequer a pessoa amada, na verdade, é capaz de satisfazer o desejo que habita o coração humano, de fato, tanto mais autêntico é o amor pelo outro, tanto mais esse deixa em aberto a interrogação sobre sua origem e sobre seu destino, sobre a possibilidade de que isso há de durar para sempre. Assim, a experiência humana do amor tem em si um dinamismo que leva além de si mesma, é experiência de um bem que leva a sair de si e a encontrar-se diante de um mistério que envolve toda a existência.

Considerações semelhantes poderiam ser feitas também a propósito de outras experiências humanas, como a amizade, a experiência do belo, o amor pelo conhecimento: cada bem experimentado do homem vai em direção ao mistério que envolve o próprio homem; cada desejo que tem vista para o coração humano se faz eco de um desejo fundamental que não é nunca plenamente satisfeito. Sem dúvida de tal desejo profundo, que esconde também algo de enigmático, não se pode chegar diretamente à fé. O homem, afinal, conhece bem isso que não o satisfaz, mas não pode imaginar ou definir isso que o faria experimentar aquela felicidade que traz no coração a nostalgia. Não se pode conhecer Deus a partir somente do desejo do homem. Deste ponto de vista surge o mistério: o homem é buscador do Absoluto, um buscador a passos pequenos e incertos. E, todavia, já a experiência do desejo, do “coração inquieto” como o chamava Santo Agostinho, é muito significativa. Essa nos diz que o homem é, no fundo, um ser religioso (cfr Catechismo della Chiesa Cattolica, 28), um “mendigo de Deus”. Podemos dizer com as palavras de Pascal: “O homem supera infinitamente o homem” (Pensamentos, ed. Chevalier 438; ed. Brunschvicg 434). Os olhos reconhecem os objetos quando estes são iluminados pela luz. Daí o desejo de conhecer a mesma luz, que faz brilhar as coisas do mundo e com isso acende o sentido da beleza.

Precisamos, portanto, acreditar que seja possível também na nossa época, aparentemente tanto refratária à dimensão transcendente, abrir um caminho para o autêntico sentido religioso da vida, que mostra como o dom da fé não é absurdo, não é irracional. Seria de grande utilidade, para tal fim, promover uma espécie de pedagogia do desejo, seja pelo caminho de quem ainda não crê, seja por quem já recebeu o dom da fé. Uma pedagogia que compreende pelo menos dois aspectos. Em primeiro lugar, aprender ou re-aprender o sabor das alegrias autênticas da vida. Nem todas as satisfações produzem em nós o mesmo efeito: algumas deixam um traço positivo, são capazes de pacificar a alma, nos tornam mais ativos e generosos. Por outro lado, depois da luz inicial, parecem desiludir as expectativas que tinham suscitado e por vezes deixam dentro de si amargura, insatisfação ou uma sensação de vazio. Educar desde cedo para saborear as alegrias da verdade, em todos os âmbitos da existência – a família, a amizade, a solidariedade com quem sofre, a renúncia ao próprio eu para servir ao outro, o amor pelo conhecimento, pela arte, pela beleza da natureza – tudo isso significa exercitar o sabor interior e produz anticorpos eficazes contra a banalização e achatamento (l’appiattimento) hoje vigentes. Também os adultos têm necessidade de redescobrir estas alegrias, de desejar a realidade autêntica, purificando-se da medíocridade na qual possam encontrar-se enredados. Então se tornará mais fácil deixar cair ou rejeitar tudo isso que, embora aparentemente atrativo, revela-se sem sabor, fonte de vício e não de liberdade. E isso fará emergir aquele desejo de Deus do qual estamos falando.

Um segundo aspecto, que anda de mãos dadas com o anterior (che va di pari passo con il precedente), é o nunca se contentar com o quanto foi alcançado. As alegrias mais verdadeiras são capazes de liberar em nós aquela preocupação saudável que leva a ser mais exigentes – querer um bem mais alto, mais profundo – e junto a perceber com sempre mais clareza que nada de finito pode preencher o nosso coração. Aprenderemos, assim, a tender, desarmados, para aquele bem que não podemos construir ou adquirir com as nossa forças; a não nos deixar desencorajar pelo cansaço ou pelos obstáculos que vêm do nosso pecado.

Neste sentido, não devemos esquecer que o dinamismo do desejo está sempre aberto à redenção. Mesmo quando ele caminha em caminhos extraviados, quando segue paraísos artificiais e parece perder a capacidade de ansear pelo verdadeiro bem. Mesmo no abismo do pecado não se apaga no homem aquela faísca que lhe permite reconhecer o verdadeiro bem, de saboreá-lo, e de começar assim um percurso de subida, no qual Deus, com o dom da sua graça, não faz nunca faltar a sua ajuda. Tudo, aliás, precisamos percorrer um caminho de purificação e cura do desejo. Somos peregrinos para a pátria celeste, para aquele bem pleno, eterno, que nada nos poderá arrebatar (che nulla ci potrà più strappare). Não se trata, portanto, de sufocar o desejo que está no coração do homem, mas de libertá-lo, para que possa alcançar a sua verdadeira altura. Quando no desejo se abre a janela para Deus, isto já é sinal da presença da fé na alma, fé que é uma graça de Deus. Santo Agostinho sempre afirmava: “Com a expectativa, Deus fortalece a nossa vontade, com o desejo amplia a nossa alma e expandindo-o o torna mais capaz” (Comentário à Primeira Carta de João, 4,6: PL 35, 2009).

Nesta peregrinação, sejamos irmãos de todos os homens, companheiros de viagem mesmo daqueles que não creem, de quem está em busca, de quem se deixa interrogar com sinceridade pelo dinamismo do próprio desejo de verdade e de bem. Rezemos, neste Ano da Fé, para que Deus mostre a sua face a todos aqueles que o procuram com coração sincero. Obrigado.

Evangelho do dia 07/11/2012

Evangelho (Lucas 14,25-33)

Quarta-feira, 07/11/2012

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
 
 
Naquele tempo, 25grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26“Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo. 
28Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’
31Ou ainda: Qual o rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. 33Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!” 
- Palavra da Salvação. 
- Glória a vós, Senhor.
 


domingo, 4 de novembro de 2012

Palavra de Dom Jaime para este domingo 04/11

PALAVRA DO ARCEBISPO
Dom Jaime Vieira Rocha
Arcebispo Metropolitano de Natal
 
 
Família: discípula missionária de Jesus
 
Irmãos e irmãs na fé, nos tempos atuais, abordar o tema "Família" é reconhecer que o homem é essencialmente um ser social; com maior razão, pode-se dizer ainda que o homem é um ser familiar. Dessa forma, podemos reconhecer, sem qualquer receio, que a família é a célula "mater" da sociedade humana. Entretanto, a Igreja olha para família com o olhar da fé, à luz da Palavra de Deus, e enxergar na instituição familiar uma realidade mais misteriosa e uma dignidade mais sublime, conforme os desígnios amorosos de Deus, contemplando o seu ser, a sua vocação e missão.

A família cristã está fundada no sacramento do matrimônio entre um homem e uma mulher, sinal do amor de Deus pela humanidade e da entrega de Cristo por sua esposa, a Igreja. A partir desta aliança se manifestam a paternidade e a maternidade, a filiação e a fraternidade e o compromisso dos dois por uma sociedade melhor. Cremos que a família é imagem de Deus que, em seu mistério mais íntimo não é uma solidão, mas uma família. Na comunhão de amor das três Pessoas Divinas, nossas famílias têm sua origem, seu modelo perfeito, sua motivação mais bela e seu último destino. O casal e a família cristã edificam a Igreja e os filhos são dom de Deus e o fruto precioso do casal. O Concílio Vaticano II afirmou que a Família é a "Igreja Doméstica".

O Papa João Paulo II, chegou a dizer que a família é base da sociedade e o lugar onde as pessoas aprendem pela primeira vez os valores que lhes guiam durante toda sua vida. O Sumo Pontífice João Paulo II definiu a família como "Santuário da Vida" e que, em grande parte, o futuro depende da família, pois esta carrega consigo o porvir mesmo da sociedade; seu papel especialíssimo é o de contribuir eficazmente com um futuro de paz.

O Papa Bento XVI, afirma que a família é patrimônio da humanidade e constitui um dos tesouros mais importantes da sociedade humana. Em Aparecida, o Papa alemão destacou que a família é escola da fé, palestra de valores humanos e cívicos, lar em que a vida humana nasce e se acolhe generosa e responsavelmente. Bento XVI colocou em relevo também que a família é insubstituível para a formação do ser humano e do cidadão.

A Igreja afirma que a família está convocada a ser templo, ou seja, casa de oração: uma oração singela, cheia de esforço e ternura. Uma oração que se faz vida, para que toda a vida se converta em oração. No seio de uma família, a pessoa descobre os motivos e o caminho para pertencer à família de Deus. Dela, recebemos a vida, primeira experiência do amor e da fé. O grande tesouro da educação dos filhos na fé consiste na experiência de uma vida familiar edificada em Cristo.
Visto que a família é o valor mais precioso do nosso povo, deve-se assumir a preocupação por ela como um dos eixos de toda ação evangelizadora da Igreja. Em todas as nossas Paróquias e Comunidades, requer-se uma pastoral familiar "intensa e vigorosa" para proclamar o Evangelho da Vida e da Família. A família é chamada e desafiada a ser discípula e missionária de Jesus Cristo.


fonte: Arquidiocese de Natal


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Mensagem !!

Filhos e filhas,
Nesta sexta-feira, 2 de novembro, Dia de Finados, celebramos a festa cristã que recorda  todos aqueles que faleceram. Ela é chamada também de festa da esperança. Isso, porque, nós, católicos, acreditamos na ressurreição e temos a certeza de que Jesus prepara um lugar para todos na eternidade, como nos diz São João: "Existem muitas moradas na casa de meu Pai. Se não fosse assim, eu lhes teria dito, porque vou preparar um lugar para vocês" (Jo 14,2).
E é sob essa perspectiva, da ressurreição, que devemos encarar a morte. Ao lembrarmo-nos dos familiares e amigos que já faleceram, devemos sempre fazer aquela belíssima oração: "Dai-lhes Senhor o descanso eterno, e que a Luz Perpétua os ilumine".
Nossos entes queridos falecidos estão na Luz Perpétua e essa verdade nos consola. O que muitas vezes nos faz sofrer é a perda, é o não conviver mais com aquela pessoa querida. E é justamente sobre este esse assunto que eu dediquei o último capítulo do meu primeiro livro de orientação "10 Respostas que vão mudar sua vida", intitulado: "Como encarar a morte e superar a dor do luto?". Foram muitos os testemunhos que já ouvi de perdas superadas. E é possível superar a perda, porque em Deus tudo é possível!
Termino o boletim de hoje pedindo que participem desta festa da esperança em profunda oração pelos seus entes queridos falecidos. 
Deus abençoe você e sua família!

MATRIZ DE PINTURA NOVA SE PREPARA PARA A FESTA DA PADROEIRA

A Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens, de João Câmara começa a se prepara para a festa de sua padroeira, Nossa Senhora Mãe dos Homens que começa dia 28 de novembro e termina no dia 8 de dezembro.
De piso novo, pintura nova e iluminação especial, a igreja matriz renova-se e transforma-se em um “cartão postal” para seus visitantes. 
O prédio passou ao longo dos dois últimos anos por uma grande reforma, com a construção da capela para o Santíssimo, a pracinha de Nossa Senhora ao lado direito, altar todo em mármore, piso novo, portas e pintura nova.

fotos e fonte: Assis Silva e Anna Paula
 
 
 

Hoje é dia de todos os Santos


Solenidade de todos os Santos

Hoje, a Igreja não celebra a santidade de um cristão que se encontra no Céu, mas sim, de todos. Isto, para mostrar concretamente, a vocação universal de todos para a felicidade eterna. 

"Todos os fiéis cristãos, de qualquer estado ou ordem, são chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade. Todos são chamados à santidade: 'Deveis ser perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito' "(Mt 5,48) (CIC 2013).

Sendo assim, nós passamos a compreender o início do sermão do Abade São Bernardo: "Para que louvar os santos, para que glorificá-los? Para que, enfim, esta solenidade? Que lhes importam as honras terrenas? A eles que, segundo a promessa do Filho, o Pai celeste glorifica? Os santos não precisam de nossas homenagens. Não há dúvida alguma, se veneramos os santos, o interesse é nosso, não deles".

Sabemos que desde os primeiros séculos os cristãos praticam o culto dos santos, a começar pelos mártires, por isto hoje vivemos esta Tradição, na qual nossa Mãe Igreja convida-nos a contemplarmos os nossos "heróis" da fé, esperança e caridade. Na verdade é um convite a olharmos para o Alto, pois neste mundo escurecido pelo pecado, brilham no Céu com a luz do triunfo e esperança daqueles que viveram e morreram em Cristo, por Cristo e com Cristo, formando uma "constelação", já que São João viu: "Era uma imensa multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas" (Ap 7,9). 

Todos estes combatentes de Deus, merecem nossa imitação, pois foram adolescentes, jovens, homens casados, mães de família, operários, empregados, patrões, sacerdotes, pobres mendigos, profissionais, militares ou religiosos que se tornaram um sinal do que o Espírito Santo pode fazer num ser humano que se decide a viver o Evangelho que atua na Igreja e na sociedade. Portanto, a vida destes acabaram virando proposta para nós, uma vez que passaram fome, apelos carnais, perseguições, alegrias, situações de pecado, profundos arrependimentos, sede, doenças, sofrimentos por calúnia, ódio, falta de amor e injustiças; tudo isto, e mais o que constituem o cotidiano dos seguidores de Cristo que enfrentam os embates da vida sem perderem o entusiasmo pela Pátria definitiva, pois "não sois mais estrangeiros, nem migrantes; sois concidadãos dos santos, sois da Família de Deus" (Ef 2,19). 

Neste dia a Mãe Igreja faz este apelo a todos nós, seus filhos: "O apelo à plenitude da vida cristã e à perfeição da caridade se dirige a todos os fiéis cristãos." "A perfeição cristã só tem um limite: ser ilimitada" (CIC 2028).

Todos os santos de Deus, rogai por nós!